Memória Lélia Gonzalez em Ações Afirmativas

CULTURA, EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO EM AMEFRICANIDADE NA LUTA POR AÇÕES AFIRMATIVAS

31.5.08

Número de negros na UnB é cinco vezes maior

Após cotas, número de negros na UnB é cinco vezes maior

ANGELA PINHO / JOHANNA NUBLAT / da Folha de S.Paulo, em Brasília - 18/05/2008 - 09h48

Quando Angelo Roger de França Cruz, 26, entrou no curso de serviço social da UnB (Universidade de Brasília) em 2004, havia cerca de 400 negros na universidade, a primeira federal do país a adotar o sistema de cotas raciais.

Hoje, a um mês de se formar, Cruz tem como colegas outros 2.049 negros. No ano da formatura das primeiras turmas de cotistas, o número de negros na UnB é cinco vezes maior do que antes da adoção das cotas.

A Folha conversou com sete alunos que entraram pelo primeiro vestibular com cotas da universidade. Três irão se formar até julho, outros três no fim do ano e um concluiu o curso em três anos e meio, no semestre passado.

Todos moram a pelo menos 20 quilômetros da UnB, em cidades periféricas de Brasília, e se sustentaram durante o curso com bolsas de pesquisa –estas, em sua maioria, relacionadas à situação do negro.

“Sem as cotas, provavelmente eu não teria feito o vestibular da UnB”, afirma Cruz, aluno de escola pública. “A imagem da UnB era uma coisa muito distante. Da minha turma de 40 pessoas no ensino médio, só cinco fizeram a prova e dois entraram na universidade.”

Dalila Torres, 22, que irá se formar em ciência política no final do ano, diz que estranhava o ambiente. “Quando cheguei, me sentia muito mal, não me reconhecia em ninguém.”

Hoje eles se dizem integrados, embora notem uma grande diferença de renda em relação aos colegas não-cotistas. “Entra um negro com dinheiro? Pode até ser, mas eu não conheço”, diz Marcela Lustosa, 22, formanda de serviço social.

O abismo econômico é percebido no convívio fora da universidade. Marcela diz que prefere fazer programas próximos à casa dela –a 26 km do Plano Piloto–, como ir ao cinema. “Para vir para o Plano, a passagem de ida e volta custa R$ 6. Se eu tomo um refrigerante, já se foram R$ 10.”

Todos os sete relataram que há preconceito contra os cotistas na universidade, apesar de que apenas uma disse ter sofrido diretamente discriminação –segundo Dalila, colegas já disseram que quem entra por cotas é “espertinho”.

Natalie Mendes Araújo, 21, que se forma no fim do ano em história, diz que o preconceito contra os cotistas existe, mas é camuflado. “Quando eu entrei, tinha recado na porta do banheiro de “fora, cotista”. Hoje, as pessoas “toleram”.”

Uma forma de evitar a discriminação adotada por cotistas é o bom rendimento acadêmico. “O cotista não tem o direito de ser um aluno mediano ou vai ser apontado como despreparado. É uma obrigação velada de mostrar serviço. Se é branco, tanto faz tirar nota baixa”, diz Gustavo Galeno Arnt, 20.

Ele se formou em letras em três anos e meio e, em seguida, passou em 1º lugar no mestrado em literatura, que não tem cotas: “Foi um cala-boca total para a questão do mérito”.

Tese

De acordo com tese de mestrado defendida em março por Claudete Batista Cardoso na UnB, o desempenho dos cotistas em seus cursos é, em média, semelhante ao dos alunos que entraram pelo sistema universal. Ela analisou a nota obtida no primeiro semestre do curso por alunos que entraram no meio de 2006.

A nota dos cotistas foi 6% menor no geral, variação que a autora da tese de mestrado considerou “irrelevante”. Para Claudete, os resultados, “de um modo geral, vão em sentido contrário às críticas referentes à provável queda de qualidade do ensino superior como resultado do estabelecimento do sistema de cotas”.

Mais:
Criação de cotas pode ser votada na próxima semana
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u402529.shtml  

Confira íntegra de manifesto contra cotas e quem o assinou
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u401519.shtml  

Veja o manifesto a favor do sistema e quem o assinou
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u401479.shtml  

População negra supera branca neste ano, mas renda só se equipara em 2040
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u401394.shtml  

Obra desvenda a construção e funcionamento do racismo no Brasil; leia capítulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u134350.shtml  

Obras da série “Folha Explica” discutem política e eleições
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u341155.shtml  

Cientista traça perfil social e político da Câmara em livro
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u331408.shtml  

Professor ensina vestibulando a enfrentar a pressão e se dar bem na prova
http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/145053/  

Livros abordam temas políticos, sociais e históricos e ajudam a entender o Brasil
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u353631.shtml  

Leia o que já foi publicado sobre o sistema de cotas
http://search.folha.com.br/search?site=online&q=cota+universidade&src=redacao

Copyright Folha Online.

extraído de http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u403024.shtml

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15.5.08

A universidade não pode ser discriminatória

A Universidade Pública Brasileira não pode ser palco de ações discriminatórias

05/05/2008 - Nota Pública

A Fundação Cultural Palmares, responsável pela preservação, valorização e difusão das manifestações culturais de origem negra no Brasil, por meio da sua diretoria colegiada, vem a público expressar a sua profunda indignação com as opiniões e comentários do Professor Doutor Antônio Natalino Dantas, coordenador do Colegiado de Cursos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Ofensivos, discriminatórios e preconceituosos, os comentários do Professor Natalino responsabiliza os baianos com um todo e os afro-descendentes no particular, pelo baixo desempenho dos estudantes da Faculdade de Medicina no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE).

Este episódio torna-se mais grave pelo fato de o referido professor ocupar cargo de relevância na estrutura universitária brasileira, eleito pelos seus pares. Revelou-se ainda a força do preconceito e do racismo ainda presentes na sociedade brasileira, notadamente em espaço que deveria ser a linha de frente da defesa da igualdade e da diversidade - a Universidade Pública brasileira. Os comentários do Professor Natalino merecem ainda o repúdio por que expressam não apenas uma opinião pessoal ou um deslize momentâneo, mas o pensamento, ainda vigente no Brasil, de que a presença dos afro-descendentes e sua contribuição para a formação do país é um elemento menor e negativo do ponto de vista civilizatório.

Quanto às cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, a opinião preconceituosa do professor, responsabilizando os cotistas pelo baixo desempenho no ENADE, é a que tem balizado a exclusão dos negros do ensino superior no Brasil. Não há nenhuma prova, por mais tênue que seja, de que sua afirmação seja verdadeira. Pelo contrário, pesquisas, estatísticas e o desempenho dos cotistas têm apontado que o aproveitamento escolar dos estudantes cotistas tem sido igual ou superior aos não-cotistas. Portanto, continuar a luta contra a discriminação racial, ampliar os mecanismos de acesso ao ensino superior para os afro-descendentes e implementar as políticas de ações afirmativas em todos os campos do conhecimento será a resposta mais efetiva que a sociedade baiana poderá dar a estas manifestações de preconceito e discriminação.

Por fim, a Fundação Cultural Palmares expressa a sua mais profunda solidariedade com a posição adotada pelo Reitor da Universidade Federal da Bahia, Professor Naomar Almeida, na certeza de que o seu firme posicionamento pelo afastamento do Professora Natalino da coordenação do Colegiado de Cursos será acolhido pela egrégia Congregação da Faculdade de Medicina. Aliado a isto temos a convicção de que a luta pela melhoria da qualidade do ensino superior no Brasil e a democratização do acesso, consolidado pelo atual governo continuarão caminhando lado a lado.

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares

Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa - assessora de imprensa - 61-9966-8898
ines.ulhoa@palmares.gov.br  
Marília Matias de Oliveira - marilia.oliveira@palmares.gov.br  
Marcus Bennett - marcus.bennett@palmares.gov.br  
Telefones: 61-3424-0164 61-3424-0164 / -0165 / -0166

para saber sobre o absurdo:

http://www.irohin.org.br/onl/new.php?sec=news&id=3207  
http://pt-br.wordpress.com/tag/antonio-natalino-manta-dantas/  
http://www.r2cpress.com.br/?q=node/2279  
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid167228,0.htm  
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37195  

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10.5.08

A luta pelas cotas desde 2006

2006 – 04 de julho
Íntegra dos manifestos contra (114 assinaturas) e a favor das cotas (390 assinaturas)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u18773.shtml  

2007- 27 de setembro
100 mil assinaturas coletadas no Abaixo-Assinado pedindo a imediata votação do Estatuto da Igualdade Racial e do PL 73/99, que cria Cotas no acesso às Universidades
http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=1343  

2008 – 01 de maio
Cento e treze cidadãos anti-racistas (siccontra as leis raciais
Adesões à Carta de Cento e Treze Cidadãos anti-racistas contra as leis raciais. O texto da carta com as 113 assinaturas iniciais pode ser visto em http://www.ciencialat.com  
Para ver as demais assinaturas: http://www.petitiononline.com/antiraca/petition.html  
total de 2630 assinaturas até a data de hoje

O que já foi publicado sobre cotas até o dia de hoje, na Folha de São Paulo
http://busca.folha.uol.com.br/search?q=cotas+educa%E7%E3o&site=online&src=redacao  

O que já foi publicado sobre cotas por nós, mídia negra:
Acesse “Busca” na cabeça do site de AfroPress, com a palavra "cotas": http://www.afropress.com/

Importante consultar Jornal Ìrohìn - www.irohin.org.br/  

O começo deste Blog:
http://memorialeliagonzalez.blog.terra.com.br/votacao_para_as_cotas_ja
você ainda pode deixar sua adesão.

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8.5.08

51% das estaduais adotam ações afirmativas

51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas
São Paulo, 08 de janeiro de 2008 - Folha Online - Cotidiano
Antônio Gois - Da Sucursal do Rio

Das federais, 42% dão, por meio de cotas ou de bonificação no vestibular, vantagens a alunos negros, pobres ou de escola pública.  O critério mais utilizado pelas instituições é o da autodeclaração, ou seja, a cor da pele ou etnia é definida pelo próprio aluno
                                       

Mais da metade das universidades estaduais e 42% das federais adotam algum tipo de ação afirmativa no Brasil. Um levantamento feito pelo Laboratório de Políticas Públicas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) mostra que 51 instituições públicas oferecem, por meio de cotas ou de bonificação no vestibular, vantagens a alunos negros, pobres, de escola pública, deficientes ou indígenas.

Das 51 instituições, 18 são universidades estaduais. Elas representam 51% do total de 35 mantidas por Estados no Brasil. Das 53 universidades federais, 22 têm ações afirmativas. Além de universidades (instituições com mais autonomia e exigência de investimento em pesquisa), há também na lista faculdades, centros universitários e CEFETs.

O Mapa das Ações Afirmativas mostra ainda que as cotas - onde determinado percentual de vagas é reservado a um grupo- são a ação mais comum. Só sete instituições públicas adotam o sistema de bonificação - em que um candidato recebe pontos adicionais em relação aos demais, sem percentual de vagas preestabelecidas.

No caso dos negros (somatório dos autodeclarados pretos e pardos), 33 instituições têm políticas voltadas para eles e 18, não. O critério mais utilizado é o da autodeclaração, ou seja, a cor da pele ou etnia é definida pelo próprio estudante. Para o autor do levantamento, Renato Ferreira, é preocupante o fato de muitas instituições não adotarem o critério racial. Militante do movimento negro, ele diz que apenas o critério social -beneficiando só alunos carentes ou de escolas públicas sem fazer distinção de raça ou cor- pode não ser suficiente para os negros.

"O sistema de cotas no Brasil foi criado principalmente para a inclusão do negro nas universidades e acabou beneficiando também outras minorias. O número de instituições que não utilizam corte racial, no entanto, cresceu. É um retrocesso. Estão flexibilizando o sistema e excluindo os negros." A antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, contrária a políticas como as de cotas, discorda e diz que as cotas sociais são apenas um paliativo menos pernicioso do que as raciais, mas são igualmente injustas.

"Para tornar o sistema mais justo, é imprescindível que se melhore a educação oferecida aos mais pobres, sendo eles negros, brancos, indígenas ou orientais. O sistema de cotas é só um atalho que não nos levará a romper com nossa estrutura altamente iníqua." Para ela, não é correto falar em grupos excluídos das universidades. "É uma falsa questão. O Brasil é um país injusto para todos os pobres e não construiu políticas voltadas para excluir grupos específicos. Os orientais, por exemplo, têm melhor desempenho e não podemos dizer que haja aí discriminação contra brancos."

A antropóloga diz ainda que o mapa da UERJ mostra que não há consenso sobre a adoção da política pública com base na cor da pele. Prova disso, em sua opinião, é que poucas universidades adotam apenas o critério racial sem associarem também a algum critério de renda. Ferreira, porém, defende que as instituições que não adotam critério racial ao menos façam um acompanhamento para verificar se está aumentando a proporção de negros.

"O argumento mais comum de quem resiste às cotas para negros é que, ao beneficiarem alunos das escolas públicas, eles já estarão, indiretamente, incluindo essa população. Dessa maneira, no entanto, entram apenas alunos das melhores escolas públicas, onde o acesso dos negros é menor".

Em 2006, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, 30,4% dos estudantes do ensino superior se declararam pretos ou pardos. É um percentual menor do que os 49,5% no total da população, mas que vem crescendo ininterruptamente desde 1998, quando representavam somente 17,6% dos alunos no ensino superior.

recebido de Flávio J. Passos - br2_ebano@yahoo.com.br  

criado por Memória Lélia Gonzalez    10:21 — Arquivado em: Ação Afirmativa

Mapa das Ações Afirmativas

parte 2 - continuação de
51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas
São Paulo, 08 de janeiro de 2008 - Folha Online - Cotidiano
Antônio Gois - Da Sucursal do Rio

MAPA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS

                                      

Tipo de ação afirmativa
(C) = Cotas (sistema onde há a reserva de um percentual de vagas na universidade para um determinado grupo)
(B) = Bônus (política que oferece a um grupo específico pontos a mais no vestibular, mas sem reservar um percentual de vagas)
(N) = Beneficia negros (universidades que, em sua ação afirmativa, optarem por fazer um corte racial em favor dos estudantes pretos ou pardos)

Estados e universidades públicas Tipo de ação afirmativa

Alagoas
Ufal (Universidade Federal de Alagoas) (C) (N)

Amazonas
UEA (Universidade do Estado do Amazonas) (C)

Bahia
UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) (C) (N)
UFBA (Universidade Federal da Bahia) (C) (N)
UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) (C) (N)
Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) (C) (N)
Uneb (Universidade do Estado da Bahia) (C) (N)
Cefet-BA (Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia) (C) (N)

Distrito Federal
UnB (Universidade Federal de Brasília) (C) (N)
ESCS-DF (Escola Superior de Ciências da Saúde) (C)

Espírito Santo
UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) (C)

Goiás
UEG (Universidade Estadual de Goiás) (C) (N)

Maranhão
UFMA (Universidade Federal do Maranhão) (C) (N)

Mato Grosso
Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) (C) (N)

Mato Grosso do Sul
UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) (C) (N)

Minas Gerais
UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais) (C) (N)
Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros) (C) (N)
UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) (C) (N)

Pará
UFPA (Universidade Federal do Pará) (C) (N)
UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) (C)

Paraíba
UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) (C)

Paraná
UFPR (Universidade Federal do Paraná) (C) (N)
UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) (C) (N)
UEL (Universidade Estadual de Londrina) (C) (N)
UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) (C)

Pernambuco
UPE (Universidade Estadual de Pernambuco) (C)
UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) (B)
Cefet-PE (Centro Federal de Educ. Tecnológica de Pernambuco) (C)

Piauí
UFPI (Universidade Federal do Piauí) (C)

Rio de Janeiro
UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) (C) (N)
UENF (Universidade do Norte-Fluminense) (C) (N)
Uezo (Centro Universitário Estadual da Zona Oeste) (C) (N)
Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro) (C) (N)
UFF (Universidade Federal Fluminense) (B)

Rio Grande do Norte
UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) (B)
Cefet-RN (Centro Federal de Educ. Tec. do Rio Grande do Norte) (C)

Rio Grande do Sul
UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) (C) (N)
UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) (C)
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) (C) (N)

Santa Catarina
UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) (C) (N)
USJ (Centro Universitário de São José) (C)

São Paulo
Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) (C) (N)
Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) (B) (N)
Famerp (Faculdade de Medicina S.J. do Rio Preto) (B) (N)
USP (Universidade de São Paulo) (B)
UFABC (Universidade Federal do ABC) (C) (N)
Fatec (Faculdade de Tecnologia - São Paulo) (B) (N)
Facef (Centro Universitário de Franca) (C) (N)
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) (C) (N)

Sergipe
Cefet-SE (Centro Federal de Educação Tecnológica do Sergipe) (C)

Tocantins
UFT (Universidade Federal do Tocantins) (C)

Fonte: Laboratório de Políticas Públicas da UERJ - http://www.lpp-uerj.net/

recebido de Flávio J. Passos - br2_ebano@yahoo.com.br

criado por Memória Lélia Gonzalez    10:14 — Arquivado em: Ação Afirmativa

SP prevê 50% das vagas para a rede pública

parte 3 - continuação de

51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas
São Paulo, 08 de janeiro de 2008 - Folha Online - Cotidiano
Antônio Gois - Da Sucursal do Rio

SÃO PAULO: PROJETO PREVÊ 50% DAS VAGAS À REDE PÚBLICA

A Assembléia Legislativa de São Paulo analisa um projeto de lei que pretende reservar metade das vagas nas universidades estaduais paulistas a estudantes oriundos de escola pública de ensino. No último vestibular da USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, 26,7% dos candidatos aprovados tinham estudado na rede pública. A proposta foi aprovada na Comissão de Educação da Casa, mas ainda precisa passar por outras comissões. Autor do projeto, o deputado Celso Giglio (PSDB) afirma na justificativa do texto do projeto que as cotas ajudariam os que tiveram um ensino básico deficitário.

"Sem a cota, não conseguiria entrar", diz aluno da UERJ
DA SUCURSAL DO RIO

Uma das primeiras universidades a adotar algum critério de ação afirmativa no vestibular, a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) já começa a formar alunos que passaram no vestibular por meio desse sistema. É o caso de Anderson Andrade da Silva, 29, que, em 2003 (ano que entrou em vigor o sistema de cotas na Uerj), foi beneficiado por ser negro e estudante da rede pública. "Sem a cota, não conseguiria entrar. Acho uma política justa por ajudar a reparar uma desigualdade estabelecida ao longo de séculos. Freqüento outras universidades e vejo que, na Uerj, hoje, há mais diversidade", diz o estudante de geografia.

Ele afirma não ter sofrido preconceito dos colegas ou professores por ter ingressado por cotas. Conta também que, no início, teve que se esforçar mais para compensar conteúdos que ficaram defasados em sua escola pública. "Meu aproveitamento ao fim do curso, no entanto, não foi inferior ao da maioria dos meus colegas."

Allyne Andrade Silva, 22, aluna de direito que entrou em 2004 por cota racial, diz que se sentiu discriminada não por ser cotista, mas por ser negra. "Quando procurei estágio, por exemplo, nunca me perguntaram se eu era cotista ou não, mas tenho certeza de que, em alguns locais, me barraram por ser negra", diz ela.

recebido de Flávio J. Passos - br2_ebano@yahoo.com.br  

criado por Memória Lélia Gonzalez    10:09 — Arquivado em: Ação Afirmativa

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